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Cassio Freitas
#1
La Radio Popular Boavista ha appena postato su FB quest'intervista in cui il grande Cassio Freitas De Pavia, leggenda del ciclismo brasiliano, parla della sua vittoria alla Volta a Portugal nel '92.

ASSIM SE FOI FAZENDO A HISTÓRIA DO CICLISMO AXADREZADO - O TRIUNFO DE CÁSSIO FREITAS NA VOLTA 92

Recuperamos uma entrevista de Cássio Freitas, vencedor da Volta a Portugal em 1992, e que deixou imensas saudades nos anos que correu no Boavista, então Recer - Boavista . Um triunfo que acabou algo polémico, quando o brasileiro se enganou no percurso do C/R decisivo da prova.

"O Boavista tinha uma equipa muito homogénea, com toda a gente a rolar no máximo das capacidades. Na terceira etapa, a 100km da meta, um italiano já levava oito minutos de vantagem para o pelotão, pois ninguém reagia. Primeiro tentei sensibilizar alguns ciclistas da Sicasal, do Feirense e da Maia, mas ninguém quis colaborar. Por isso, fui ao carro e disse ao José Santos para autorizar o ataque que no dia seguinte, no contra-relógio, eu garantia", recapitula, feliz por ter anulado a fuga a três quilómetros de Quarteira.

"No contra-relógio fiquei bem perto do Manuel Abreu, o camisola amarela. Como o Joaquim Gomes e o Delmino perderam muitos minutos em Loulé, nem foi preciso falar mais nada. Como novo chefe-de-fila comecei a preparar o ataque na Serra da Estrela. Na etapa da Torre isolei-me logo à saída da Covilhã. O Joaquim Gomes largou toda a gente no túnel e foi no meu encalço. De repente, lá em cima ficou muito frio - com chuva e vento - e o Gomes juntou-se a mim. Fizemos primeiro e segundo", realça, pronto para o ponto verdadeiramente alto da Volta, em Mirandela, o decisivo C/Relógio.

"No contra-relógio Macedo de Cavaleiros-Mirandela podia ter sido desclassificado. O Manuel Graça queria expulsar-me porque errei o percurso e tive que improvisar por um desvio. À entrada de Mirandela, o polícia estava mesmo no meio da rua em que devíamos seguir, induzindo-me em erro. Segui a outra direcção e para voltar a entrar no circuito tive que passar pelo meio de barreiras e camiões. Quase chocava com a mota da Televisão. Nessa altura o José Santos já tinha desmaiado no carro. Não dava para acreditar. Acabei por segurar a amarela por três segundos e não fui desclassificado porque o comissário internacional decidiu que só podia ser penalizado se o desvio fosse mais longo".

Com uma diferença tão curta, Cássio Freitas decidiu apostar tudo na Senhora da Graça. "Não tinha receio de nada. Só pedi à equipa para acelerar ao máximo no início da subida. O resto era comigo", recorda, sem necessidade de mais explicações antes de uma última história, um Porto-Lisboa, em 1996, que garante ter sido como uma segunda vitória na Volta a Portugal.

"Vinha de um Grande Prémio JN e tinha intenção de abandonar. Mas nem sei bem porquê, acabei por entrar numa fuga e atacar mais tarde… nunca mais me viram. Cheguei a ter quase 14 minutos de vantagem e, quando cheguei ao Campo Grande, a faltarem dez quilómetros, com os dois minutos de diferença e com um ritmo altíssimo, o José Santos só me disse: 'Vai que agora já ninguém te pega!"

NOTA: na foto que anexamos, Cássio Freitas envergava a camisola amarela ajudado pelo saudoso e inesquecível Serafim Ferreira, com Quintino Rodriges a assistir como vencedor do Prémio da Juventude.
 
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